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União de esforços busca viabilizar construção do Hospital do Câncer do Tocantins

União de esforços busca viabilizar construção do Hospital do Câncer do Tocantins

Data da publicação: 01/02/2017


Atender 25 mil pacientes por ano é a expectativa dos idealizadores do Hospital do Câncer do Tocantins que será construído na quadra 1101 Sul, onde parte da área foi doada pelo município de Palmas. O lançamento da construção do hospital ocorreu na tarde desta terça-feira, 31, no auditório da Justiça Federal com a presença dos idealizadores, voluntários, do presidente da Fundação Pio XII (mantenedora do Hospital do Câncer de Barretos - SP), Henrique Prata, e da vice-prefeita Cínthia Ribeiro, do secretário municipal de Saúde, Nésio Fernandes, entre outras autoridades locais. Os idealizadores acreditam que, tão logo resolvam as questões burocráticas inerentes a uma obra dessa complexidade, possam anunciar uma data para início da construção.

 

A iniciativa nasceu do anseio de arquitetos e empresários, liderados pela arquiteta Mônica Avelino, que juntamente com o poder público estão articulando para a implantação da unidade numa área total de 78 mil m², sendo que 54.500 m² foram doados pelo Estado e 22 mil m² pela Prefeitura de Palmas. Uma união de esforços em prol de oferecer mais dignidade aos pacientes com câncer do Tocantins e de estados vizinhos como Pará, Maranhão, Piauí e Bahia.

 

A fase inicial terá 15 mil m² de área construída. A estimativa é que abrigue uma equipe de 756 funcionários e 195 médicos. “Esse projeto nasceu há dois anos e a sociedade abraçou a causa, assim como o poder público. O próprio prefeito Carlos Amastha é amigo particular do ministro e tem nos ajudado muito. Temos recurso parcial destinado pelo Ministério da Saúde e vamos fazer leilões, campanhas, visitas a empresários e indústria que abracem a causa e podemos pedir recursos para os demais estados”, disse Mônica Avelino, referindo-se aos recursos necessários para a construção.

 

 

O Hospital do Câncer do Tocantins terá como mantenedor a Fundação Pio XII, a mesma entidade mantenedora do Hospital do Câncer de Barretos (SP), que atualmente atende 428 pacientes tocantinenses, provenientes de 65 municípios do Estado. Mas de acordo com o presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, atualmente o Hospital de Barretos recebe mais de dois mil pacientes/mês oriundos da região do Matopiba. “Isso é um conceito que eu tenho que é desumano porque uma pessoa com dor e sofrimento não poderia deslocar mais de 500 ou mil quilômetros para se tratar e a maioria se desloca dois a três mil quilômetros para Barretos (SP). Então aqui é lugar central para o país, vai facilitar a locomoção dos pacientes, que vão se tratar mais perto de casa e da família”, ressalta Prata.

 

Prata ressalta ainda que o projeto que será implantando na Capital consiste num Centro de Alta Complexidade (Cacom) onde o tratamento terá começo, meio e fim. “Prevenção, tratamento, ensino e pesquisa. Se não houver essa complexidade, você não tem credibilidade de fazer uma medicina voltada aos pacientes com câncer. Não vamos trazer para cá um hospital do câncer, mas o hospital do amor, hoje 99% dos nossos pacientes são satisfeitos com o atendimento e a seriedade com que conduzimos nosso trabalho que é referência para a América Latina”, destacou.

 

 

Município

 

A vice-prefeita Cínthia Ribeiro lembrou do longo tratamento pelo qual passou seu esposo, ex-senador João Ribeiro vítima de leucemia. “Eu recebo com entusiasmo a notícia da implantação desse hospital porque sei bem o quanto é difícil para o paciente e para a família também que tem que percorrer uma longa distância para obter o tratamento adequado. O câncer tem vitimado inúmeras pessoas pelo país e as famílias sofrem junto, mas tenho certeza que nessa união de esforços teremos em breve um hospital de referência não só para o Tocantins, mas para os estados vizinhos”, disse a vice-prefeita.

 

O secretário municipal de Saúde, Nésio Fernandes, acredita que a parceria público-filantrópica é fundamental para o tratamento contra o câncer.  “A experiência de Barretos é muito rica, onde demonstra que o Sistema Único de Saúde pode funcionar e demonstra que as parcerias público-filantrópricas podem ser eficientes e sustentáveis onde a sociedade civil se organiza e participa de maneira ativa do financiamento desse tipo de rede assistencial”, avalia Fernandes.

 

O secretário acredita ainda que o êxito da rede municipal de saúde quanto à cobertura do programa de Saúde da Família associada a parcerias com o futuro hospital pode resultar numa experiência única no Brasil. “Hoje nós conseguimos ter condições de uma experiência muito particular e mais avançada que outras regiões do Brasil, porque temos aqui na Capital 100% de cobertura de Saúde da Família e acessos rápidos e ágeis a todos exames de alta complexidade que são capazes de detectar cânceres e o que pode levar Palmas a ter um alto índice de diagnóstico precoce dos diversos tipos de câncer. A médio prazo se conseguirmos manter esse ritmo de avanço que está tendo na saúde da Capital, a gente conseguirá ter ao longo da próxima década uma experiência única no Brasil de parceria desse serviço com o município de Palmas”, concluiu.