A Defesa Civil de Palmas atuou, nesta quarta-feira, 29, no combate a um incêndio de grande proporção em ponto da Unidade de Conservação (UC) do Córrego Sussuapara, na região norte da Capital. A ocorrência foi registrada nas proximidades do Colégio Militar e do Parque dos Povos Indígenas e mobilizou três equipes da Defesa Civil, com 13 agentes, além do Corpo de Bombeiros Militar e de brigadistas voluntários.
A gerente de Intervenção Imediata da Defesa Civil de Palmas, Gessiane Ferreira da Silva, explicou que as equipes realizavam rondas preventivas pela cidade quando foram acionadas, por volta do meio-dia, após o registro de um foco de incêndio pelo telefone 153. No local, os agentes atuaram em uma área onde o Corpo de Bombeiros ainda não havia conseguido chegar.
Por volta das 14 horas, a Defesa Civil recebeu um novo chamado sobre o retorno do foco de incêndio. As equipes voltaram ao local para uma nova atuação conjunta. A área atingida foi estimada em aproximadamente cinco hectares, o equivalente a cerca de três quadras da Capital.
“Foi uma ocorrência de difícil controle, por se tratar de uma área de mata fechada, com vento forte e fogo de grande intensidade. A atuação integrada foi fundamental para controlar as chamas e evitar que o incêndio se propagasse ainda mais”, destacou Gessiane.
Área afetada
O incêndio atingiu parte do campo de futebol de uma unidade escolar próxima à área de preservação. A gerente ainda explicou que os serviços preventivos de roçagem e construção de aceiros haviam sido realizados nas áreas permitidas, mas as características do local e as condições climáticas favoreceram a propagação das chamas.
A área afetada integra a região de preservação ambiental do Córrego Sussuapara, nas proximidades do Parque dos Povos Indígenas. Por se tratar de uma área com vegetação densa, a realização de intervenções preventivas é limitada. Além disso, a baixa umidade do ar e os ventos fortes aumentam o risco de propagação do fogo.
“Felizmente, a ocorrência aconteceu durante o período de férias escolares e não havia alunos na unidade. Os danos ficaram restritos à área gramada do campo, sem prejuízos à estrutura da escola”, informou a gerente.
Monitoramento contínuo
Mesmo após a extinção das chamas e a realização do rescaldo, a área continuará sendo monitorada devido ao risco de reignição. Troncos e caules de maior espessura podem manter calor em seu interior e voltar a produzir chamas, especialmente em condições de baixa umidade e vento.
O superintendente da Defesa Civil de Palmas, Pedro Ângelo Alves, reforçou que a atuação rápida das equipes é essencial para reduzir os impactos dos incêndios. “A Defesa Civil conta atualmente com 27 agentes operacionais, três viaturas, uma delas equipada com um reservatório de 600 litros de água, além de bombas costais e sopradores. Esses equipamentos permitem que as equipes atuem de forma mais eficiente nas ocorrências”, explicou.
Até esta quarta, 29, a Defesa Civil de Palmas já atendeu 296 ocorrências relacionadas a incêndios neste ano. A população deve acionar o telefone 153 ao identificar qualquer foco de fumaça ou incêndio, especialmente em áreas de vegetação. Por meio do canal, a Guarda Metropolitana, a Guarda Ambiental e a Defesa Civil podem ser mobilizadas para atender à ocorrência e apurar possíveis irregularidades.


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