Há um ano a cidade de Palmas
inaugurava a primeira etapa do Parque dos Povos Indígenas (PPI), no Dia
Internacional dos Povos Indígenas, 09 de agosto, homenageando os povos
originais que habitavam as terras brasileiras e, também, as do Tocantins.
Passados 365 dias de sua inauguração, o parque tem se consolidado como um ponto
estratégico de prática de esportes ao ar livre da Capital e de lazer reunindo
centenas de pessoas diariamente, em especial aos finais de semana, em
caminhadas, jogos, brincadeiras, meditação ou apenas para apreciar a natureza.
A data 09 de agosto
foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional dos Povos Indígenas em 1995 para
marcar a primeira vez que estes povos foram ouvidos na instituição; já a
decisão de criar o Parque e inaugurá-lo nesta data pela gestão municipal marca
o legado dos Jogos Mundiais Indígenas realizados em Palmas em 2015 e que
reuniram 24 etnias brasileiras e 23 delegações internacionais.
“Essa data deve ser
lembrada pela importância dos povos indígenas na formação social e cultura do
nosso País. Pelo saber e conhecimento ancestral que essas etnias nos ensina,
pelo exemplo de convivência harmônica com a natureza e tantas outras tradições que
merecem o respeito e a admiração de todos nós, afinal somos um só povo e uma só
nação”, frisou a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro.
O PPI é equipado com pista
profissional de skate com 600 quadrados, duas quadras de areia para vôlei e
futevôlei com arquibancada; duas quadras de areia para prática de peteca e badminton; playground, academias ao ar livre, redário, quadra de areia com
suporte para a prática de slackline,
banheiros, estacionamento, bicicletário, pista de caminhada, ciclovia,
bebedouro e banheiros públicos. O local também conta com paisagismo e
iluminação de LED.
O professor de Educação Física, Renato Ferreira Fidelis, reúne
diariamente alunos das turmas de Ginástica Funcional nas areias e gramados do
Parque. “Aqui nós fazemos atividades para perda de peso, fortalecimento e ganho
de massa muscular, resistência do aluno. O Parque é o lugar ideal para isso,
desde que criaram esse espaço nós conseguimos reunir alunos que são moradores
da região e desenvolver nosso trabalho”, explica o educador.
O aluno, Gerson Neto, de 16 anos, conta que além de vir para as aulas do
professor Renato ele também é frequentador assíduo do PPI. “Eu venho aqui
praticamente todos os dias. Além das aulas três vezes por semana, eu também
trago, nos outros dias, as minhas irmãs e meus primos para praticar esportes
aqui. Esse local foi o melhor investimento da Prefeitura. Investir em esporte e
lazer é o melhor caminho”, destacou o adolescente.
Um dos destaques do parque é a pista de skate de 600 metros onde diariamente a comunidade pode conferir as manobras de praticantes de todas as idades. São meninos e meninas que não abrem mão da adrenalina e da liberdade proporcionadas por esse esporte. “Eu pratico skate desde que criaram essa pista e consegui perder mais de 30 kg com atividades aqui no parque. Aqui eu fiz muitos amigos e já se tornou uma rotina na minha vida, de domingo a domingo estamos aqui, trago minhas filhas e também minha esposa”, conta o skatista Antonio de Araújo, também conhecido como Júnior.
O técnico de informática, Fabrício Gomes, traz o casal de filhos gêmeos
para brincar na Praça semanalmente. Os irmãos, Maria Elisa e Pedro Augusto, de
6 anos, gostam de brincar com patinetes, andar de skate e claro, de correr
entre as árvores e brinquedos com os amiguinhos que encontram no local. “Os
desenhos e os brinquedos presentes no Parque são ótimos, as crianças adoram
brincar aqui, já é nosso caminha quando voltamos da escola”, conta o papai
enquanto acompanha atento cada movimento dos filhos pequenos.
De acordo com o projeto integral, o
PPI é composto por oito etapas que formam um corredor ecológico que se inicia
na região Norte e se encerra na beira-lago, próximo à Praia da Graciosa. O
corredor será habitado por animais como capivaras, araras, tucanos, saguis,
tamanduás e outros. Também está prevista a implantação de diversos equipamentos
como biblioteca, museu, laboratórios de ciências naturais, pontos de
atendimentos ao ciclista e ao idoso, coleta seletiva de lixo, videoteca
ambiental, eco-bistrô, e cine-bistrô.
As obras serão feitas em oito etapas
e cada uma homenageará as etnias indígenas do Tocantins. Nas próximas
etapas, o parque será conectado a outras áreas verdes, como Água Fria, Orla,
Brejo Comprido e Prata, o que fará de Palmas a cidade detentora de uma das
maiores florestas urbanas do Brasil.
Gastronomia
No Parque também há espaço para a
gastronomia por meio da Feira das Cores com barracas que oferecem produtos com
uma ‘pegada’ mais natural preparados preferivelmente com ingredientes
orgânicos, entre outros.
No local são vendidas tapiocas,
paçocas, sanduíches naturais, sucos naturais, salgados assados, pães,
geladinhos e picolés gourmet, sorvetes, açaí, doces, tortas, bolos, frutas, caldos
e pamonhas.
A feira funciona às quintas-feiras e
aos sábados, a partir das 17 horas, e aos domingos, a partir das 7 horas.
(Edição e postagem: Lorena
Karlla)


