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Merendeiras transformam a alimentação escolar em cuidado diário

Conheça a rotina de quatro mulheres que alimentam centenas de estudantes com responsabilidade e carinho

Merendeiras transformam a alimentação escolar em cuidado diário

No Dia da Merendeira, celebrado nesta sexta, 30, a Prefeitura destaca o trabalho dessas profissionais

Data da publicação: 30/10/2026

Crédito da foto: Pedro Barbosa


Antes mesmo de os alunos chegarem ao refeitório, a cozinha das escolas de Palmas se movimenta. O Dia da Merendeira, celebrado nesta sexta-feira, 30, lembra que a rotina dessas profissionais carrega a relevância de um trabalho que, muitas vezes, acontece longe dos olhares da comunidade escolar, mas que faz toda a diferença na vida dos estudantes.

Entre panelas no fogo e o preparo das refeições, quatro mulheres se dedicam diariamente a preparar com amor as refeições servidas a centenas de alunos da Escola Municipal Anne Frank. É nesse ambiente, que Eciene Ferreira dos Santos, Natália Araújo da Silva Souza, Fernanda Eslane Moraes Lopes Luz e Osana Moreira de Castro constroem histórias de zelo à Educação Pública.

Aos 45 anos, Eciene Ferreira dos Santos soma duas décadas de experiência como merendeira. “É gratificante, porque é uma profissão que envolve muito carinho. A gente também tem filhos na rede, então preparamos a alimentação como se estivesse fazendo para os próprios filhos. Em cada detalhe, penso nos meus”, conta.

Já Natália Araújo da Silva Souza, de 31 anos, os três anos de profissão têm sido uma experiência de aprendizado e reconhecimento da dimensão social da alimentação escolar. “Além de a gente ser mãe e passar esse cuidado para os alunos, espera também que os nossos filhos recebam o mesmo cuidado que entregamos para eles.”

A cozinha escolar da unidade educacional também ganhou uma nova integrante há um mês: Fernanda Eslane Moraes Lopes Luz, de 45 anos. Apesar do pouco tempo na função, ela já traz na bagagem uma experiência de aproximadamente dez anos como cozinheira em restaurantes.

 

Alegria dos alunos
Aos 37 anos, Osana Moreira de Castro está prestes a completar dois anos como merendeira. Ela fala da profissão com entusiasmo e destaca que cada dia traz uma nova oportunidade de aprendizado. “Eu gosto muito. Cada dia aprendo mais. É uma experiência incrível”, relata.

Para Osana, um dos momentos mais gratificantes acontece quando chega a hora de servir a comida e observar a reação dos estudantes. Os elogios recebidos na hora de servir as refeições são uma demonstração de que o esforço da equipe é percebido por quem está do outro lado do balcão. “É muito bom ver a alegria deles. Os alunos gostam demais da nossa comida”, conta, se recordando das declarações espontâneas. “Eles falam: ‘Tia, nossa, é a melhor comida do mundo! O melhor lanche do mundo! É muito bom”, detalha com satisfação.

Entre receitas e muitos temperos, elas ajudam a construir uma escola mais acolhedora que ganha sentido com a declaração de uma criança: “A comida da minha escola é a melhor do mundo!”, disse a aluna do 3º ano, Ana Lara Barbosa de Andrade.

Eciene Ferreira dos Santos já soma 20 anos de trabalho como merendeira sempre cuidando com muito amor das refeições escolares
Merendeiras utilizam de alimentos selecionados para composição de refeições nutricionalmente ricas - Foto: Semed

 

Ana Lara Barbosa de Andrade elogia o trabalho das merendeiras e diz que “a comida de sua é a melhor do mundo”
Refeições seguem cardápio equilibrado - Foto: Semed

Texto: Milena Botelho

Edição: Juliana Matos