Com umidade relativa do ar variando entre 12% e 20% na Capital, a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas alerta para os riscos à saúde da população, especialmente das crianças. O ar seco favorece o acúmulo de poeira e fumaça, agravado pela ocorrência de queimadas típicas do período, o que aumenta os casos de doenças respiratórias no público infantil.
A pediatra Andressa Faria, que atua nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Sul e Norte de Palmas, integra o grupo de médicos que tem reforçado o atendimento e a orientação às famílias nesta época do ano. "Estamos com um trabalho de conscientização da população, junto com os demais colegas pediatras, oferecendo um atendimento mais próximo e especializado a essa população.”
A médica ressalta ainda a necessidade de intensificar os cuidados nessa época do ano, que é mais seca. “Temos uma umidade muito baixa, o que favorece o aumento de poeira e fumaça devido às queimadas e, consequentemente, o aumento das doenças respiratórias nas crianças", explica a pediatra.
Sintomas
Entre os sintomas mais comuns estão espirros e congestão nasal, tosse seca e persistente; chiado no peito, falta de ar ou respiração curta, sensação de aperto ou dor no peito; sangramento nasal e coriza.
"Os pacientes que já têm um quadro de asma ou alergia associados devem redobrar os cuidados e manter o uso correto das medicações de uso contínuo. Nesse período, o chiado no peito costuma ficar mais evidente", destaca Andressa Faria.
Orientações
Para amenizar os efeitos da baixa umidade e proteger as crianças, a recomendação médica é aumentar a ingestão de água nesse período e umidificar o ambiente, seja com aparelhos ou com métodos simples, como colocar uma toalha molhada na cabeceira da cama ou jogar um pouco de água no chão do quarto onde a criança dorme. Também é importante fazer lavagem nasal regularmente, mesmo que algumas crianças sintam receio no início, a prática ajuda na umidificação direta das vias aéreas e desobstrui o nariz nos casos de congestão. Além disso, é fundamental manter o tratamento contínuo de doenças respiratórias crônicas, como a asma, seguindo rigorosamente as orientações médicas nesta época do ano.
Quanto aos sinais de alerta, a pediatra chama atenção para os sinais de que a criança precisa de avaliação médica imediata: dificuldade para respirar ou esforço respiratório visível, como batimento das narinas ou "afundamento" entre as costelas ou na base do pescoço ao respirar; extremidades arroxeadas, com mãos, pés ou lábios roxos; prostração, quando a criança está muito quieta, sem energia ou "molinha"; e dificuldade para se alimentar. Diante de qualquer um desses sinais, é importante procurar atendimento médico o quanto antes.