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Dia Internacional da Coruja reforça importância da preservação da fauna silvestre

Celebrada em 4 de agosto, a data chama a atenção para a proteção das espécies e orienta a população sobre como agir ao encontrar esses animais

Dia Internacional da Coruja reforça importância da preservação da fauna silvestre

Presente em diferentes regiões da Capital, a coruja-buraqueira deve ser observada a distância, sem contato, alimentação ou interferência em seu ninho

Data da publicação: 04/08/2026

Crédito da foto: Lia Mara


Celebrado nesta terça-feira, 4 de agosto, o Dia Internacional da Conscientização sobre as Corujas destaca a importância dessas aves para o equilíbrio ambiental e reforça a necessidade de preservar seus habitats. Ao se alimentarem de insetos e pequenos animais, as corujas contribuem para o controle natural dessas populações e para a manutenção dos ecossistemas.


No Tocantins, a coruja-buraqueira (Athene cunicularia) está presente em áreas urbanas e naturais e tornou-se parte da identidade visual e afetiva do Estado, especialmente da paisagem de Palmas. Diferentemente de muitas outras espécies, ela também pode ser observada durante o dia e costuma construir ou ocupar ninhos em buracos no chão, principalmente em locais abertos e com vegetação baixa.

Cuidado e preservação
Apesar de estar adaptada ao ambiente urbano, a coruja-buraqueira continua sendo um animal silvestre e deve ser observada com respeito e a uma distância segura. Ao encontrar uma coruja ou outro animal silvestre, a orientação é não tocar, alimentar, capturar ou tentar afastá-lo. Também é importante não se aproximar dos ninhos, não obstruir as entradas das tocas e manter cães e gatos afastados.

A diretora de Manejo e Proteção da Fauna Silvestre da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebem), Bruna de Almeida, reforça que respeitar o espaço desses animais é uma forma de protegê-los. “As corujas fazem parte da nossa paisagem e desempenham uma função muito importante na natureza. A melhor maneira de conviver com elas é observar de longe, sem oferecer alimentos e sem invadir seus ninhos. Quando respeitamos o comportamento natural da espécie, contribuímos para sua segurança e conservação”, explica.

A população também deve evitar intervenções, mesmo quando o animal parecer sozinho. Filhotes podem permanecer próximos ao ninho enquanto aprendem a voar e continuam sendo acompanhados pelos pais. Somente em situações de risco aparente, ferimento ou quando o animal estiver em local que ofereça perigo, deve-se buscar orientação dos órgãos ambientais responsáveis.

Convivência responsável
A data é um convite à conscientização sobre a convivência responsável com a fauna silvestre. Preservar as corujas, seus ninhos e os ambientes onde vivem também significa conservar a biodiversidade e valorizar um dos animais mais presentes na identidade ambiental de Palmas e do Tocantins.

Texto: Ennya Sophia Crispim sob supervisão da Jornalista Fernanda Leme

Edição: Fernanda Sousa