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Prefeitura de Palmas realiza mutirão para retificação de nome e gênero de pessoas trans

Ação ‘Meu Nome, Meu Direito’ busca garantir acesso a direitos para a população trans da Capital

Prefeitura de Palmas realiza mutirão para retificação de nome e gênero de pessoas trans

Mutirão prestou orientações e deu visibilidade ao direito de documentos compatíveis com a identidade de gênero

Data da publicação: 27/10/2026

Crédito da foto: Regiane Rocha


A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), realizou na tarde desta terça-feira, 27, a ação ‘Meu Nome, Meu Direito’, voltada à orientação e ao encaminhamento de pessoas trans interessadas em retificar nome e gênero no registro civil. A iniciativa ocorreu no Espaço Aroeira, na AANE 40 (302 Norte), em parceria com o Cartório de Registro Civil de Palmas.

A secretaria realizou previamente o levantamento das pessoas interessadas, enquanto o cartório prestou orientações sobre a documentação necessária e os procedimentos para abertura dos processos. A iniciativa busca facilitar o acesso à retificação, contribuindo para o reconhecimento da identidade de gênero e a garantia de direitos.

“Desde a realização do Censo Trans tivemos maior contato com as demandas desse segmento e o nosso esforço agora é promover mais cidadania, prevenir episódios de preconceito e estimular que essas pessoas tenham um lugar digno em nossa cidade”, pontuou o secretário extraordinário de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Joelson Soares.

 

Acesso ao registro civil

O oficial de registro civil de Palmas, Fernando Amorim, explicou que o atendimento para retificação de nome e gênero está disponível durante todo o ano, tanto presencialmente quanto pela internet. “O mutirão é uma iniciativa louvável, especialmente, no sentido de divulgação, de acolhimento dessa demanda, mas para além do mutirão, encorajamos que os interessados sintam-se à vontade para procurar o cartório”, declarou.

De acordo com o oficial, após receberem as orientações, as pessoas interessadas poderão contar com atendimento prioritário no cartório, em horário diferenciado e mediante agendamento. Caso o registro de nascimento esteja em outra serventia, o cartório de Palmas encaminhará a documentação ao cartório responsável para que o procedimento seja realizado.

Fernando Amorim esclareceu ainda que a retificação do registro civil para adequá-lo à identidade de gênero autopercebida é um procedimento declaratório, que dispensa decisão judicial, laudo médico ou comprovação de realização da transição de gênero.

 

Direito à identidade

Natural de Palmas, Deyse Eduarda trabalha em um shopping da Capital e relatou os constrangimentos que enfrenta em razão de sua identidade de gênero. Para ela, a retificação pode contribuir para que sua identificação seja respeitada nas relações cotidianas. “É muito importante ter o nome lá na certidão, na identidade, para as pessoas nos verem como realmente nos identificamos”, contou.

A estudante da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Diana Alves, natural de Correntina (BA), também destacou a importância de ter seus documentos de acordo com sua identidade, especialmente no acesso a serviços que exigem cadastros e apresentação de documentos. “O importante pra mim é garantir que eu seja tratada com meu nome certo em todos os lugares. Em locais que exigem cadastros, acabamos passando por situações vexatórias, então a retificação garante que esse meu direito vai ser respeitado”, afirmou.
 

Titular da Seirdh, Joelson Soares (à esq.) ao lado do oficial de registro civil, Fernando Amorim, na recepção ao público presente - Foto: Regiane Rocha
Diana Alves e Deyse Eduarda estiveram presentes na ação e pretendem dar encaminhamento à retificação de nome e gênero - Foto: Regiane Rocha

Texto: Tácio Pimenta

Edição: Juliana Matos