A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes), iniciou, nesta sexta-feira, 6, a articulação para implementar o protocolo Brasil Sem Fome no Município. A iniciativa prevê a construção do Fluxo Integrado de Atendimento (Flia), com o objetivo de integrar os serviços públicos e aprimorar a identificação e o acompanhamento de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
A discussão ocorreu durante a pré-oficina do Grupo de Trabalho (GT) do protocolo Brasil Sem Fome, coordenada pela Secretaria-Executiva de Segurança Alimentar da Sedes, com a participação da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan) e do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
Durante o encontro, representantes dos serviços municipais discutiram formas de fortalecer a atuação conjunta entre as políticas de Assistência Social, Saúde e Segurança Alimentar, envolvendo equipamentos como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Alinhamento
A construção do Flia busca estabelecer procedimentos de comunicação e encaminhamento entre os diferentes setores, permitindo que situações de insegurança alimentar sejam identificadas com mais agilidade e recebam o acompanhamento adequado. A proposta é evitar atendimentos fragmentados e fortalecer a rede de proteção às famílias que mais precisam das políticas públicas.
A superintendente de Proteção Social Especial da Sedes, Marlucy Albuquerque, destacou que a integração entre os serviços é essencial para ampliar a capacidade de identificação e atendimento das famílias em situação de vulnerabilidade. “Quando os serviços trabalham de forma articulada, conseguimos ter uma visão mais ampla da realidade das famílias e identificar necessidades que, muitas vezes, não aparecem em um atendimento isolado. Esse fluxo vai contribuir para que os encaminhamentos sejam mais efetivos e para que as pessoas tenham acesso aos direitos e às políticas públicas de que necessitam”, ressaltou.
“Esse processo começa com o diálogo e a organização da rede. Precisamos estabelecer responsabilidades e aproximar os serviços para que a identificação da insegurança alimentar não fique restrita a um único setor. A integração permitirá uma atuação mais organizada e respostas mais efetivas às necessidades da população”, afirmou o secretário-executivo de Segurança Alimentar, Felipe Coelho.