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Participantes de programa de acolhimento temporário participam de palestra sobre vínculos e cuidado

Encontro abordou temas como respeito a vivências e referências dos acolhidos e garantia de direitos

Participantes de programa de acolhimento temporário participam de palestra sobre vínculos e cuidado

Palestra abordou criação de vínculos e respeito a histórias vivenciadas por futuros acolhidos

Data da publicação: 06/11/2026

Crédito da foto: Sedes


A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes) realizou uma palestra com participantes do Serviço de Família Acolhedora (SFA), com o tema ‘Cuidar, criar vínculos e respeitar histórias’. O encontro teve como objetivo orientar e preparar as famílias interessadas em acolher temporariamente crianças e adolescentes que precisam ser afastados de suas famílias de origem por medida de proteção.


Ministrada pela psicóloga Mariana Cabral, integrante da equipe do Serviço de Família Acolhedora, a palestra abordou a importância da construção de vínculos afetivos durante o período de acolhimento, respeitando a história de vida e os direitos de cada criança. Entre os principais pontos discutidos estiveram o processo de adaptação, as etapas do acolhimento e a preparação emocional das famílias para o momento do desligamento.


Um dos temas centrais foi o desapego, considerando que o Família Acolhedora não é um programa de adoção. O acolhimento é temporário e busca oferecer cuidado, proteção e convivência familiar até que a criança ou o adolescente possa retornar à família de origem ou tenha outra medida de proteção definida judicialmente.


História de vida

Também foi reforçada a importância de reconhecer que cada criança possui uma história anterior ao acolhimento, com vínculos, experiências e referências que precisam ser respeitadas. A proposta é que a família acolhedora compreenda seu papel na trajetória da criança, oferecendo afeto e segurança sem desconsiderar sua identidade e suas relações familiares.


“A Família Acolhedora é uma demonstração de cuidado e compromisso com os direitos das crianças e dos adolescentes. Por isso, é fundamental preparar as famílias para compreender que acolher significa oferecer proteção, afeto e segurança por um período, respeitando a história de cada criança e trabalhando para que ela possa ter seus direitos garantidos. O vínculo construído é importante, mesmo quando chega o momento da despedida”, ressaltou a superintendente de Proteção Social Especial, Marlucy Albuquerque.


Entre as participantes estava a professora da rede pública municipal Camila Ponciano da Costa, que conheceu o programa por meio de uma reportagem na televisão. Ela contou que o contato diário com crianças em situações de vulnerabilidade despertou seu interesse em participar da iniciativa. “Sou professora e, no meu dia a dia, convivo com muitas crianças. Já presenciei situações de vulnerabilidade dentro do ambiente escolar e isso sempre me sensibilizou. Quando conheci o programa, percebi que poderia contribuir oferecendo cuidado, carinho e proteção a uma criança que estivesse precisando. Meu interesse vem justamente desse desejo de ajudar e fazer a diferença na vida dela” destacou.

Texto: Maria Eduarda de Moraes, estagiária sob supervisão da jornalista Aldenes Lima

Edição: Juliana Matos